Existem duas explicações para o termo festa
junina: A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante
o mês de junho. Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos
da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era
chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta
festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período
colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por
Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de
elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio
a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil,
influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de
artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora
para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas,
muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais foram, com
o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros
(indígenas, agro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do
país, tomando características particulares em cada uma
delas.
Comidas juninas
Sabia que festas juninas surgiram na antiguidade como uma grande comemoração? Era para agradecer a fertilidade da terra e a fartura das colheitas no mês de junho na Europa! Tudo a ver com comida!
Na Idade Média, viraram forma de homenagear santos que tem celebrações nesse mês: São João, São Pedro e Santo Antônio. São festas importantes em muitos países da Europa, América e na Austrália!
No Brasil, as festas foram trazidas de Portugal e ganharam um toque diferente com tradições e pratos dos índios, afro-brasileiros e até imigrantes europeus, que chegaram aqui depois!
Junho é época de colheita do milho, então não é à toa que muitos pratos com esse alimento estejam nestas festas. A canjica, o curau, o cuscuz, a pipoca, a pamonha, os bolos de milho... quer saber curiosidades sobre estes e outros doces? Veja a seguir.
Cuscuz
Como a pamonha, o cuscuz é um prato que foi trazido pelos escravos africanos. Na África o kuz-kuz (como eles chamam o prato por lá) é feito com arroz e farinha de trigo.
Aqui no Brasil a receita foi adaptada pra outros ingredientes, como mandioca, aipim, inhame e, lógico, o de milho com leite de coco!
Há diferenças entre o cuscuz das várias regiões do Brasil! No sudeste, o cuscuz é recheado com vários ingredientes. No nordeste come-se a massa sem nada dentro, acompanhada de leite, ovos, manteiga ou carne de charque.
Maçãs-do-amorHaja dentes para comer, mas quem não fica com água na boca ao ver as maçãs-do-amor?
Nas Festas Juninas sempre vemos as versões de maçã-do-amor com cobertura de açúcar cristalizado, mas em outros países, como nos Estados Unidos, há outras versões de cobertura, como caramelo! E lá as maçãs são servidas na época do Halloween, que é na mesma época da colheita dessa fruta.
As maçãs-do-amor são um sucesso em países como a França (lá são chamadas de "pomme d'amour") e até na China e no Japão. Nesses outros países, outras frutas com coberturas de açúcar são vendidas também.
Pé-de-moleque
Um
dos doces mais gostosos e populares das Festas Juninas é o
pé-de-moleque! É um doce cheio de história, já com séculos de idade. Aqui no Brasil ele surgiu com as fazendas de cana-de-açúcar e isso foi há um tempão!
Existe uma história engraçada por trás do nome do doce. Dizem que as quituteiras do passado, que vendiam o doce em suas mesinhas, eram frequentemente furtadas por garotos. Para que não fossem importunadas, elas diziam a eles que pedissem ao invés de furtar. Assim: "Pede, moleque!"
Esse jingle (um tipo de canção feita pra vender produtos) é tão grudento como a origem do nome da pamonha: a palavra tupi "pa'muña" que significa "pegajoso".
Mas sabia que ele não é uma coisa tão nova assim? O jingle foi gravado na década de 70, por um vendedor de pamonhas chamado Dirceu Bigelli, que montou uma frota de carros pra vender os doces.
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